A terapia online para adolescentes funciona por videochamada, com sessões de cerca de 50 minutos, em geral semanais, e exige a autorização de pelo menos um dos responsáveis. O que o adolescente fala é sigiloso: os pais recebem as orientações necessárias para ajudar, mas não o conteúdo das sessões, exceto em situações de risco. A psicóloga Giovanna Lisboa atende online adolescentes a partir de 13 anos, no Brasil e no exterior.
Abaixo, você entende quando procurar ajuda, como funciona o processo, como fica o sigilo e qual é o papel dos pais.
Em resumo
- Atendimento online a partir de 13 anos, com autorização de pelo menos um dos responsáveis.
- Ansiedade, autoestima, escola, amizades, redes sociais e conflitos em casa são temas frequentes.
- O sigilo protege o adolescente; os pais são informados em situações de risco.
- Os responsáveis participam de conversas de orientação ao longo do processo.
- Para muitos jovens, o formato online é confortável e fácil de encaixar na rotina.
Quando o adolescente precisa de terapia?
A adolescência já é uma fase de mudanças intensas, e alguma oscilação de humor é esperada. Vale buscar ajuda quando, por algumas semanas, aparecem:
- tristeza, irritação ou desânimo na maior parte dos dias;
- ansiedade que atrapalha a escola, o sono ou a vida social;
- isolamento: o jovem se fecha no quarto, deixa os amigos e as atividades de que gostava;
- queda importante no rendimento escolar;
- mudanças grandes no sono ou na alimentação;
- autoestima muito baixa, comparação constante nas redes sociais;
- conflitos frequentes e intensos em casa;
- sinais de bullying, dentro ou fora da internet;
- uso de álcool ou outras substâncias.
Atenção imediata: se o adolescente fala em morrer, se machuca ou dá sinais de que pode se machucar, não espere. Procure atendimento de emergência e um serviço de saúde mental o quanto antes.
Como funciona a terapia online para adolescente
- Primeiro contato com os responsáveis: pelo WhatsApp, para entender a situação e combinar horários.
- Autorização: o Código de Ética Profissional do Psicólogo prevê a autorização de pelo menos um dos responsáveis para o atendimento de menores de idade.
- Conversa inicial com os pais: para conhecer a história e o que preocupa a família.
- Sessões com o adolescente: em geral semanais, por Google Meet ou Zoom, com cerca de 50 minutos.
- Orientação aos responsáveis: encontros periódicos para alinhar o processo, sem expor o que o jovem conta.
A abordagem é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que trabalha com metas claras e ferramentas práticas para lidar com pensamentos, emoções e comportamentos. Para adolescentes, o trabalho é adaptado à linguagem e aos interesses da idade.
Como fica o sigilo na terapia de adolescente?
O sigilo é o que permite ao adolescente falar com sinceridade. Ele sabe que o que conta na sessão não será repassado aos pais em detalhes. Os responsáveis recebem as informações necessárias para ajudar o filho, como orientações sobre como agir em casa.
A exceção são situações de risco à vida ou à integridade do adolescente ou de outras pessoas. Nesses casos, a psicóloga comunica os responsáveis, de preferência conversando antes com o próprio jovem. Esses combinados são explicados para todos no início do processo.
Qual é o papel dos pais?
- Garantir o espaço: um lugar reservado em casa, com fone de ouvido, onde ninguém escute a sessão.
- Respeitar o sigilo: evitar perguntar "o que você falou lá?". Se o jovem quiser contar, ele conta.
- Participar das orientações: muitas mudanças passam por ajustes na rotina e na comunicação da família.
- Dar tempo: terapia é um processo, e nem sempre os resultados aparecem nas primeiras semanas.
- Cuidar de si: pais exaustos ou ansiosos também precisam de apoio, e isso ajuda o filho.
E se o adolescente não quiser fazer terapia?
É comum. Ajuda explicar que a terapia não é castigo nem sinal de que "ele é o problema", e sim um espaço só dele, com sigilo, para falar do que quiser. Deixar o jovem participar da escolha do horário e propor algumas sessões para experimentar costuma diminuir a resistência. Forçar demais pode atrapalhar o vínculo.
Terapia online funciona para adolescentes?
Para muitos jovens, sim. O formato online é familiar para quem cresceu com telas, evita deslocamentos e permite manter a terapia mesmo em mudanças de cidade ou de país. Funciona melhor quando há um lugar reservado e boa conexão. Para crianças menores, o atendimento presencial costuma ser mais indicado; veja psicóloga infantil em Guarulhos.
Adolescentes brasileiros que moram fora
Jovens que se mudaram com a família para Portugal, os Estados Unidos ou outro país vivem a adolescência e a adaptação ao mesmo tempo: nova escola, nova língua, amigos que ficaram, às vezes preconceito. A terapia em português ajuda a falar disso com mais liberdade. Leia também solidão morando fora e xenofobia contra brasileiros.
Importante: a terapia online não é um serviço de emergência. Em crise, procure ajuda imediata: no Brasil, CVV (188), SAMU (192) ou pronto-socorro; no exterior, o número de emergência local (112 na União Europeia, 911 ou 988 nos EUA).
Perguntas frequentes
A partir de que idade o adolescente pode fazer terapia online?
A psicóloga Giovanna Lisboa atende online adolescentes a partir de 13 anos, com autorização de pelo menos um dos responsáveis.
Os pais ficam sabendo o que o adolescente fala na terapia?
Não em detalhes. O sigilo protege o adolescente, e os pais recebem as orientações necessárias para ajudar. Em situações de risco à vida ou à integridade, os responsáveis são comunicados.
Precisa de autorização dos pais para o adolescente fazer terapia?
Sim. O Código de Ética Profissional do Psicólogo prevê a autorização de pelo menos um dos responsáveis para o atendimento de menores de idade.
O que fazer se meu filho não quer ir à terapia?
Explique que a terapia não é castigo, que é um espaço sigiloso só dele e proponha algumas sessões para experimentar. Deixar o jovem participar das escolhas costuma reduzir a resistência.
Adolescente brasileiro que mora no exterior pode fazer terapia online em português?
Sim. O atendimento online em português também é oferecido para adolescentes que moram fora do Brasil, com autorização dos responsáveis e horário no fuso da família.
Quer conversar sobre o seu filho ou filha?
Me chame no WhatsApp, conte a idade e o que tem preocupado vocês. Respondo com os horários disponíveis.
Revisado por Giovanna Lisboa, psicóloga, CRP 06/219201, em . Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação psicológica.
